“A transformação leva à realização do mais profundo desejo do meu coração inquieto.” Queria te dizer quem é o autor, mas não lembro! Talvez nem seja exatamente assim, mas com certeza é bem próxima e a mensagem está aí… Ela ecoa dentro de mim desde a primeira vez que a li em um livro na minha adolescência; afinal, quem na adolescência não tem um coração inquieto?
Um dia mais recentemente me peguei pensando nela em relação a fuga, as desculpas e justificativas que dou para fazer ou não fazer alguma coisa. Percebi que estava repetindo alguns padrões que tinha quando era mais novo e que me deixam profundamente incomodado comigo mesmo; mas lá estava eu novamente e com um motivo praticamente perfeito pra isso…
Acontece que, enquanto você foge de encarar a realidade, a raiz do problema, você acaba indo em direção a coisas que não quer de verdade em outras áreas sem ao menos perceber! Vou me fazer mais claro: Alguém me diz que não gosta de competir e por isso não vai participar do Challenge. Respeito totalmente, mas fica na minha cabeça a questão…
Você não gosta mesmo de competir? Sem nem falar que a vida é uma competição (Darwin explica melhor), você compete por um espaço no mercado de trabalho, por atenção de pessoas, por uma pessoa legal pra ficar ao seu lado… Você compete todos os dias, praticamente o tempo todo!
Ah, mas eu não quero me colocar numa competição… Respeito! Mas se ela não for uma competição e sim um momento de confraternização e camaradagem? Ah… você não encara assim? Hmmm entendi…
Será que o que te pega é a competição ou a exposição? A cobrança que você coloca em cima de si mesmo? A comparação em cima do Cleiton ou da Teresa da outra turma que treina há bem menos tempo que você e ficou melhor colocado?
Outro dia me encasquetei com o meu cabelo! Estava incomodado, disse que o corte não tava legal, que o capacete estava amassando ele, que isso e aquilo… passei a máquina (nada de novo até aqui)! Acontece que o sentimento que eu estava simplesmente não passou! Continuei chateado! Então, tive que parar e olhar o que realmente me atordoava: não era o cabelo! Ele era só uma fuga e uma resposta pra um sentimento antigo, mais fácil de apontar do que de encarar a sua real origem!
Quando você toma consciência da fonte do problema, da raiz de tudo, pode resolver e viver momentos que talvez nem sabia que deseja! Pode estar no box, competindo, rindo e comemorando com todos, sem o peso de “estou competindo”; entende o que eu quero dizer?
“Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, amor e equilíbrio.” 2 Timóteo 1:7
É imprescindível que você olhe para dentro e enfrente aquilo que te impede de viver momentos que talvez você até quisesse viver, mas não sente nem o desejo por conta do medo oculto ou do trauma mal resolvido que te impede.
O problema talvez não seja o cabelo. Raspar não é a solução.
A questão pode ser outra que não competir. Resolver pode te libertar. Mais que isso: te transformar.
Encarar o que se evita faz nascer a verdadeira força, leva a realização dos mais profundos desejos.
Fique com Deus!
Um grande abraço,
Henrique Elias